Vou ser feliz e já volto

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

às 07:59:00
Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

.

.
Você, leitor, que pulsa
de vida e orgulho e amor,
assim como eu:
para você, por isso,
os cantos que aqui seguem!

- Walt Whitman

.

.
Porque tu sabes que é de poesia, minha vida secreta…

- Hilda Hilst

.

.

Em direção a muitas mortes, muitas vidas, meu caminho de agora.


- Hilda Hilst

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo - Carlos D. de Andrade

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo - Carlos D. de Andrade

Translate

Pesquisar este blog

.

.

Direito Animal!

Direito Animal!

.

.

.

.

.

.

Aos fotógrafos / pintores / demais artistas

Obrigada por permitirem o uso de suas imagens, cujo único interesse aqui é divulgar a beleza de seus trabalhos.

Sou brasileira, com muito orgulho!

Sou brasileira, com muito orgulho!
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.

- Bertolt Brecht, "O Analfabeto Político"

.

.

Este é um tempo de silêncio. Tocam-te apenas. E no gesto

te empobrecem de afeto. No gesto te consomem.

Tocaram-te, nas tarde, assim como tocaste,

adolescente, a superfície parada de umas águas?

Tens ainda nas mãos a pequena raiz,

A fibra delicada que a si se construía em solidão?

Hilda Hilst

.

.

Aos amigos


Amo devagar os amigos que são tristes com cinco dedos de cada lado.

Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos,

com os livros atrás a arder para toda a eternidade.

Não os chamo, e eles voltam-se profundamente

dentro do fogo.

-Temos um talento doloroso e obscuro.

Construímos um lugar de silêncio.

De paixão.


Herberto Helder

.

.

You can never hold back spring

You can be sure that I will never

Stop believing

The blushing rose will climb
Spring ahead or fall behind

Winter dreams the same dream

Every time

You can never hold back spring

Even though you've lost your way

The world keeps dreaming of spring

So close your eyes
Open you heart
To one who's dreaming of you

You can never hold back spring Remember everything that spring Can bring
You can never hold back spring

Tom Waits


Texto de Libra

Libra é o signo da Harmonia.
Da harmonia da valsa e da escola de samba.
Mas não da harmonia que faz tudo ficar igual e repetitivo.
É o signo do equilíbrio que das diferenças.
Dos mil tipos que somos e vemos no mundo.
Todos humanos. Deuses da imperfeição e lindos.
Mas não da harmonia que nos faz pensar, andar e vestir igual a todo mundo.
É o signo da balança.
Do equilíbrio que há no espaço e no fundo do fundo de cada homem.
Mas não do equilíbrio forçado que descaracteriza as pessoas e as torna sem brilho.
É o signo da harmonia de cada acorde desafinado, de toda árvore torta, de todo louco, de toda pedra pontuda.
É signo da balança.
Do equilíbrio das diferenças.
Como são diferentes e equilibradas as sete cores do arco-íris.
Que juntas, ainda diferentes e equilibradas, formam o branco da paz.

Oswaldo Montenegro

.

.
Canta poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado
Cega com outra luz a luz do dia
Desassossega o sossegado
Ensina a cada alma a sua rebeldia

- Miguel Torga

.

.
Poesia é arrumar o cotidiano
com alegria feroz
abrir as janelas para o sol entrar
feito caravana

Poesia é refazer o mundo
cada dia.

- Roseana Murray

.

.

De delicadezas me construo. Trabalho umas rendas

Uma casa de seda para uns olhos duros.

Pudesse livrar-me da maior espiral

Que me circunda e onde sem querer me reconstruo!

Livrar-me de todo olhar que quando espreita, sofre

O grande desconforto de ver alem dos outros.

Tenho tido essee olhar. E uma treva de dor

Perpetuamente.

Do êxodo dos pássaros, do mais triste dos cães,

De uns rios pequenos morrendo sobre um leito exausto.

Livrar-me de mim mesma. E que para mim construam

Aquelas delicadezas, umas rendas, uma casa de seda

Para meus olhos duros.


- Hilda Hilst

.

.

E através dos vitrais as faces duras

contemplavam a tarde no jardim.

O movimento leve das figuras

Caía sobre a tarde e sobre mim.

E no passeio as leves criaturas

Aspiravam o cheiro do jasmim.

vistas de longe pareciam puras

Na claridade de uma tarde assim.

Mas o amigo voltou-se e viu meu pranto.

"É sempre a mesma noite na tua face.

Enquanto choras há lá fora um canto

que de chorees tanto não o sabes.

Bem sei que a noite é imóvel na tua face.

e não te peço alegria. Mas tu ardes."


- Hilda Hilst

.

.
E olho para as flores e sorrio…
Não sei se elas me compreendem
Nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim.

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
O Guardador de Rebanhos

.

.
Eu tenho ideias e razões,
Conheço a cor dos argumentos
E nunca chego aos corações

- Fernando Pessoa

Arquivo do blog

  • ►  2017 (24)
    • Novembro (11)
    • Agosto (13)
  • ►  2016 (72)
    • Outubro (17)
    • Setembro (2)
    • Junho (10)
    • Fevereiro (20)
    • Janeiro (23)
  • ►  2015 (81)
    • Dezembro (13)
    • Novembro (21)
    • Setembro (6)
    • Abril (13)
    • Março (6)
    • Fevereiro (14)
    • Janeiro (8)
  • ►  2014 (248)
    • Dezembro (14)
    • Novembro (42)
    • Setembro (24)
    • Agosto (27)
    • Junho (17)
    • Maio (21)
    • Abril (27)
    • Março (16)
    • Fevereiro (33)
    • Janeiro (27)
  • ►  2013 (1049)
    • Dezembro (62)
    • Novembro (71)
    • Outubro (94)
    • Setembro (61)
    • Agosto (96)
    • Julho (86)
    • Junho (89)
    • Maio (101)
    • Abril (101)
    • Março (89)
    • Fevereiro (93)
    • Janeiro (106)
  • ►  2012 (1307)
    • Dezembro (127)
    • Novembro (108)
    • Outubro (121)
    • Setembro (123)
    • Agosto (110)
    • Julho (90)
    • Junho (100)
    • Maio (127)
    • Abril (105)
    • Março (101)
    • Fevereiro (89)
    • Janeiro (106)
  • ►  2011 (1251)
    • Dezembro (99)
    • Novembro (97)
    • Outubro (83)
    • Setembro (100)
    • Agosto (76)
    • Julho (105)
    • Junho (77)
    • Maio (139)
    • Abril (146)
    • Março (123)
    • Fevereiro (93)
    • Janeiro (113)
  • ►  2010 (1336)
    • Dezembro (104)
    • Novembro (104)
    • Outubro (97)
    • Setembro (93)
    • Agosto (161)
    • Julho (179)
    • Junho (158)
    • Maio (109)
    • Abril (84)
    • Março (81)
    • Fevereiro (79)
    • Janeiro (87)
  • ▼  2009 (666)
    • Dezembro (65)
    • Novembro (76)
    • Outubro (54)
    • Setembro (46)
    • Agosto (45)
    • Julho (55)
    • Junho (47)
    • Maio (59)
    • Abril (70)
    • Março (62)
    • Fevereiro (54)
    • Janeiro (33)
  • ►  2008 (81)
    • Dezembro (15)
    • Novembro (28)
    • Outubro (18)
    • Setembro (14)
    • Agosto (6)

Marcadores

Adélia Prado Ademir Antonio Bacca Affonso Romano de Sant' Anna Alberto Caeiro Alberto Moravia Aldous Huxley Alejandra Pizarnik Alfonsina Storni Alfred de Musset Alice Ruiz Allen Ginsberg Álvares de Azevedo Álvaro de Campos Ana Cristina César Anaïs Nin André Malraux Anna Akhmatova Antonio Brasileiro António Ramos Rosa Arthur Rimbaud Artur da Távola Augusto dos Anjos Augusto Frederico Schmidt Bruna Lombardi Caetano Veloso Caio Fernando Abreu Carlos Drummond de Andrade Carlos Pena Filho Casimiro de Abreu Casimiro de Brito Cassiano Ricardo Castro Alves Cecília Meireles Charles Baudelaire Charles Bukowski Chico Buarque Clarice Lispector Clarissa Pinkola Estes Cora Coralina Cruz e Sousa Curzio Malaparte Dan Brown Direito animal e.e. cummings Edgar Allan Poe Edney Silvestre Edson Marques Eduardo Galeano Elisa Lucinda Elizabeth Barrett Browning Elizabeth Bishop Emile Zola Emílio Moura Emily Brontë Emily Dickinson Euclides da Cunha Eugénio de Andrade Ezra Pound F. Scott Fitzgerald Fabrício Carpinejar Fagundes Varela Federico García Lorca Fernando Pessoa Ferreira Gullar Fiódor Dostoiévski Flora Figueiredo Florbela Espanca Franz Kafka Fred Matos Friedrich Nietzsche Gabriel García Márquez Gabrielle S. Colette George Orwell Gérard de Nerval Gibran Khalil Gibran Gilka Machado Gonçalves Dias Gregório de Matos Guilherme de Almeida Guimarães Rosa Gustave Flaubert Gustavo Adolfo Bécquer Helena Kolody Heloísa Seixas Herberto Hélder Hilda Hilst Honoré de Balzac Inês Pedrosa Irvin D. Yalom Ivan Turgueniev Jack Kerouac Jacqueline Susann Jacques Prévert Jaime Sabines James Joyce Jean-Paul Sartre JG de Araújo Jorge João Cabral de Melo Neto Joaquim Pessoa Johann Wolfgang Goethe John Donne Jorge Luis Borges José Gomes Ferreira José Luís Peixoto José Saramago Josefina Plá Jostein Gaarder Juan Ramón Jiménez Julio Cortázar Khaled Hosseini Konstandinos Kavafis Lau Siqueira Leão Tolstói Lêdo Ivo Leila Micollis Leonard Cohen Letícia Thompson Literatura Lord Byron Luigi Pirandello Luis de Camões Lya luft Machado de Assis Manoel de Barros Manuel Alegre Manuel António Pina Manuel Bandeira Marguerite Duras Maria do Rosário Pedreira Maria Rezende Maria Teresa Horta Marilda Confortin Marina Colasanti Mário Benedetti Mário Quintana Martha Medeiros Menotti Del Picchia Mia Couto Miguel de Cervantes Saavedra Miguel Torga Millôr Fernandes Murilo Mendes Música Natália Correia Nicolas Ségur Nikos Kazantzakis Nuno Júdice Octavio Paz Olavo Bilac Olegário Mariano Olga Savary Oscar Wilde Oswaldo Montenegro Pablo Neruda Patrick Süskind Paul Éluard Paulo Leminski Paulo Mendes Campos Pedro Paixão Perce Polegatto Planeta Rabindranat Tagore Rainer Maria Rilke René Char Ricardo Reis Roseana Murray Rubem Alves Rubem Braga Safo Samuel Beckett Silvana Duboc Silvia Chueire Sophia de Mello B. Andresen Souza Neto Stendhal (Marie-Henri Beyle) Stéphane Mallarmé Sylvia Plath T.S. Eliot Thiago de Mello Thomas Mann Torquato Neto Vicente de Carvalho Victor Hugo vídeos Vinicius de Moraes Virgínia Woolf Virna Teixeira Viviane Mosé W.Somerset Maugham walt whitman Walter Scott William Blake William Butler Yeats William Shakespeare Wislawa Szymborska Wordsworth Zé Ramalho

Seguidores

Mensagem a um desconhecido

Teu bom pensamento longínquo me emociona.

Tu, que apenas me leste, acreditaste em mim, 
e me entendeste profundamente.


Isso me consola dos que me viram,
a quem mostrei toda a minha alma,


e continuaram ignorantes de tudo que sou,
como se nunca me tivessem encontrado.


Cecília Meireles
Tema Espetacular Ltda.. Tecnologia do Blogger.