sábado, 9 de fevereiro de 2013

Freud




"Vez ou outra encontrei um ser humano que quase me compreendeu."

"Que objeção pode haver contra os animais? Eu prefiro a companhia dos animais à companhia humana, porque são tão mais simples. Não sofrem de uma personalidade dividida, da desintegração do ego, que resulta da tentativa do homem de adaptar-se a padrões de civilização demasiado elevados para o seu mecanismo intelectual e psíquico. O selvagem, como o animal, é cruel, mas não tem a maldade do homem civilizado. A maldade é a vingança do homem contra a sociedade, pelas restrições que ela impõe. As mais desagradáveis características do homem são geradas por esse ajustamento precário a uma civilização complicada. É o resultado do conflito entre nossos instintos e nossa cultura. Muito mais agradáveis são as emoções simples e diretas de um cão, ao balançar a cauda, ou ao latir expressando seu desprazer."

"A psicanálise, pelo menos, jamais fecha a porta a uma nova verdade."

"A vida muda. A psicanálise também muda. Estamos apenas no começo de uma nova ciência."

"Eu repito, porém, que nós estamos apenas no início. Eu sou apenas um iniciador. Consegui desencavar monumentos soterrados nos substratos da mente. Mas ali onde eu descobri alguns templos, outros poderão descobrir continentes."

"Nietzsche foi um dos primeiros psicanalistas. É surpreendente até que ponto a sua intuição prenuncia as novas descobertas. Ninguém se apercebeu mais profundamente dos motivos duais da conduta humana, e da insistência do princípio do prazer em predominar indefinidamente. O Zaratustra diz: 'A dor grita: Vai! Mas o prazer quer eternidade Pura, profundamente eternidade' ".


Sigmund Freud
em entrevista ao jornalista G.S. Viereck, tradução de Paulo Cesar Souza