sábado, 9 de fevereiro de 2013

stas gordienko



Tudo quanto penso, 
Tudo quanto sou 
É um deserto imenso 
Onde nem eu estou.  

Extensão parada 
Sem nada a estar ali, 
Areia peneirada 
Vou dar-lhe a ferroada 
Da vida que vivi.  


Fernando Pessoa