quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Karatê - (Kata)


Vimos de mãos vazias. Não temos armas.
Mas se formos obrigados a defender os nossos princípios e a nossa honra,
Se é uma questão de justiça ou de injustiça,
Então aqui estão as nossas armas: AS NOSSAS MÃOS VAZIAS.

KATA

O Kata é por definição, um combate com um adversário imaginário. Mas, na verdade é muito mais que uma simples definição. O Kata pode ser considerado a alma de um treino de Karaté.

Esquema ou diagrama

É a memorização dos movimentos do Kata. Com suas direções, golpes aplicados, movimentações de cabeça e olhares. Para que isso ocorra é preciso que seja feita uma memorização de todos os movimentos executados no kata. Dessa forma o corpo responde quase que instintivamente aos movimentos, sem que seja necessário parar para pensar no que vem a seguir.

Respiração

A Respiração é um ponto muito importante para o desempenho de um bom kata. Com isso pode-se dosar o esforço e energia gasta em cada movimento. Através desse recurso é possível aumentar força e a velocidade além de ajudar na concentração e ainda ressaltar pontos importantes do kata, como aqueles acompanhados de kiai.

Tempo

Para que se faça a sequência de movimentos do kata, é necessário obedecer a um tempo de execução de cada movimento. O objetivo dessa sequência diferenciada, é exatamente a simulação de uma luta, onde diferentes movimentos são representados em tempos e situações diferentes.

Kime

O kime, que é a junção de força e velocidade tem como objetivo dar "vida" ao kata, demonstrando movimentos firmes, rápidos e com definição.




Poente



Compreende-se tudo,
de repente:
São oito séculos a ver o Sol morrer
afogado no mar,
diariamente.

José Fernandes Fafe

Animais. Ame-os!


"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles."

Philip Ochoa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Encontro




Procuro os que sabem de mim.
Os que disseram ter me ouvido falar.
Os que me encontram, quando me perco.


Em quantos poemas estou presente?
Em qual deles era verdade?


Perco-me um pouco todo dia,
para me encontrar em tantos outros.
Não revelo, nem disfarço.
Apenas passo.
Mas há momentos em que me demoro.


Celso Brito

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pudesse eu morrer hoje como tu me morreste nessa noite



Pudesse eu morrer hoje como tu me morreste nessa noite-

e deitar-me na terra; e ter uma cama de pedra branca e
um cobertor de estrelas; e não ouvir senão o rumor das ervas
que despontam de noite, e os passos diminutos de insectos,
e o canto do vento nos ciprestes, e não ter medo das sombras,
nem das aves negras nos meus braços de mármore,
nem de ter perdido - não ter medo de nada. Pudesse

eu fechar os olhos neste instante e esquecer-me de tudo-
das tuas mãos tão frias quando estendi as minhas nessa noite,
de não teres dito a única palavra que me faria salvar-te, mesmo
deixando que eu perguntasse tudo; de teres insultado a vida
e chamado pela morte para me mostrares que o teu corpo
já tinha desistido, que ias matar-te em mim e que era tarde
para eu pensar em devolver-te os dias que roubara. Pudesse

eu cair num sono gelado como o teu e deixar de sentir a dor,
a dor incomparável de te ver acordado em tudo o que escrevi-
porque foi pelo poema que me amaste, o poema foi sempre
o que valeu a pena ( o mais eram os gestos que não cabiam
nas mãos, os morangos a que o verão obrigou); e pudesse

eu deixar de escrecer nesta manhã, o dia treme na linha
dos telhados, a vida hesita tanto, e pudesse eu morrer,
mas ouço-te a respirar no meu poema.

Maria do Rosário Pedreira

Albert Einstein


" Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres."

Albert Einstein

Noturno



Pelo amor de Deus, só me abandone de noite.
Se quiser viajar sem mim, se ficar louca por outra pessoa
Ou até se quiser visitar sua família e não me levar,
vai de noite.
Nunca, mas nunca mesmo, me deixe de dia.
Não vá me expor aos camelôs gritando, ao sol a pino, à modernidade clara.
Fique comigo mesmo sem querer, só até às seis da tarde.
Não me deixe sozinho com mulheres histéricas no supermercado, os senadores atrasados, as lanchonetes rapidinhas.
Agora, de noite pode ir.
Eu e os meus fantasmas, apesar de saudosos,
sobreviveremos à sua falta
Noturnos.
Assim seja.


Oswaldo Montenegro

domingo, 6 de dezembro de 2009

Inscrição

Garmash


"Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar."


Sophia de Mello Breyner Andresen

Canção desesperada


Nem os olhos sabem que dizer
a esta rosa da alegria,
aberta nas minhas mãos
ou nos cabelos do dia.

O que sonhei é só água,
água só, roxa de frio.
Nenhuma rosa cabe nesta mágoa.
Dai-me a sombra de um navio.


Eugénio de Andrade

sábado, 5 de dezembro de 2009

Llorar a lágrima viva...

Tzviatko Kinchev



Llorar a lágrima viva. 
Llorar a chorros. 
Llorar la digestión. 
Llorar el sueño. 
Llorar ante las puertas y los puertos. 
Llorar de amabilidad y de amarillo. 
Abrir las canillas, 
las compuertas del llanto. 
Empaparnos el alma, la camiseta. 
Inundar las veredas y los paseos, 
y salvarnos, a nado, de nuestro llanto. 
Asistir a los cursos de antropología, llorando. 
Festejar los cumpleaños familiares, llorando. 
Atravesar el África, llorando. 
Llorar como un cacuy, como un cocodrilo... 
si es verdad que los cacuíes y los cocodrilos 
no dejan nunca de llorar. 
Llorarlo todo, pero llorarlo bien. 
Llorarlo con la nariz, con las rodillas. 
Llorarlo por el ombligo, por la boca. 
Llorar de amor, de hastío, de alegría. 
Llorar de frac, de flato, de flacura. 
Llorar improvisando, de memoria. 
¡Llorar todo el insomnio y todo el día!


Oliverio Girondo

Vicent Van Gogh - Pictures